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Não li o briefing

Como ser criativo na publicidade e não ser apanhado.

Não li o briefing

Como ser criativo na publicidade e não ser apanhado.

O que importa aos anunciantes numa agência de publicidade

Agosto 20, 2014

Manuel Soares de Oliveira

                                       

 

 

De acordo com uma recente pesquisa entre Directores de Marketing americanos para a Forbes Magazine, foi-lhes perguntado quais as principais razões para esolherem uma nova agência de publicidade ou para deixarem de trabalhar com a agência actual.

A principal razão apontada para a escolha de uma nova agência é o facto desta agência ter uma oferta integrada de comunicação em marketing. Antigamente, as agências referiam-se a isto como "uma agência de serviço completo". É curioso ser esta a principal razão apontada, dado que, nos últimos anos tem-se privilegiado a especialização em detrimento do "serviço completo". Mais curioso, é esta preferência ser mais importante do que "publicidade efectiva", a segunda razão apontada nesta pesquisa.
Acredito, que isto se deve a uma crescente complexidade da oferta de plataformas para os anunciantes. Torna-se, cada vez mais difícil, conseguir acompanhar as novidades e as ofertas do mundo digital. Se pensarmos nas constantes mudanças dos algoritmos de algumas plataformas digitais ou das inovações constantes das ofertas do LinkdIn, Twitter ou do Instagram, o panorama torna-se assustador e por isso torna-se compreensível a vontade dos directores de marketing e anunciantes em terem da parte da agência de publicidade uma oferta integrada sobre estas áreas e também sobre os meios tradicionais. Cada vez mais, os anunciantes estão cansados, em terem que lidar com vários interlocutores para a execução de uma campanha de publicidade.

 

Esta tendência, vem no fim de um ciclo, em que a principal preocupação dos anunciantes foi o de cortar os custos com as agências de publicidade. Estes cortes de receitas junto às agências de publicidade, trouxe um redução obrigatória dos recursos humanos e um uso cada vez maior de juniores e de colaboradores sem experiência. Será curioso ver como as agências conseguirão responder às necessidades crescentes dos anunciantes, quando passaram os últimos anos reduzindo as equipas. Sem ovos não se fazem omeletas.

 

No entanto e com esta mudanças tão vertiginosas, as agências tradicionais parecem estar com algumas dificuldades em se adaptarem. A maioria dos entrevistados nesta pesquisa declararam que as agências tradicionais estão com dificuldades em adaptarem os seus modelos de negócio a esta idade digital. 

 

Aparentemente as agências estão a contratar os recursos humanos e tecnológicos, mas não os conseguem integrar efectivamente nas estruturas existentes e adoptar efectivamente essas capacidades tecnológicas. 

 

As outras razões apontadas para um anunciante despedir uma agência, são as razões mais clássicas: A insatisfação com o trabalho criativo, a mudança de pessoal por parte dos anunciantes e a falta de capacidade em apresentar um trabalho integrado.

 

O anúncio que gostaria de ter criado

Agosto 10, 2014

Manuel Soares de Oliveira

Um artigo do "Dinheiro Vivo" de 2013, em que me perguntaram qual o anúncio que eu gostaria de ter criado.

 

 

  

                                                         

 

 

 

Perguntar a um publicitário, como eu, qual o anúncio que gostaria de ter feito, é de uma maldade enorme. Eu adoro publicidade e admiro uma boa criatividade. É como perguntar a um gordo qual o bolo de que ele gosta mais. É impossível escolher.

A primeira reacção ao convite, é escolher um anúncio estrangeiro. É uma maneira de não reconhecer talentos aos meus concorrentes nacionais. No entanto, era de um anúncio nacional que eu gostaria de ter falado. Nomeadamente um spot de televisão de há muitos anos, para o Ministério das Finanças, criado pela EPG e tendo como criativo o Pedro Bidarra. O dito anúncio, tinha como imagem um filme antigo mudo com uma multidão a tentar entrar por uma porta. A música era o “Não venhas tarde”. O objectivo era lembrar o prazo final da entrega do IRS. Este anúncio era brilhante sobre vários aspectos, principalmente por ter sido aprovado pelo sempre sisudo Ministério das Finanças. Infelizmente, não consegui encontrar nenhum link com este anúncio, por isso terei que referir como favorito um outro.

Os anúncios memoráveis são assim, simples e inteligentes e que respeitam a inteligência do consumidor. Estas qualidades são raras hoje em dia. Hoje, cada vez mais, aposta-se  em anúncios lifestyle. Põem-se uns jovens todos muito trendys e com um ar muito divertidos, junta-se uma boa produção e uma boa fotografia, juntamente com uma música moderna e está feito o anúncio. Na falta de ideias aposta-se na produção. Normalmente são anúncios que ninguém critica, mas de que também ninguém se recorda.

Por isto tudo e sendo eu um admirador dos anúncios que conjugam o poder da palavra com a força da imagem, vou referir como o anúncio que gostaria de ter feito o outdoor do Partido Conservador “Labour isn´t working”.

Este é para mim o outdoor que maior impacto criou em toda a historia. É um outdoor simples e com uma mensagem impactante.

Este outdoor, foi criado pela agência londrina Saatchi & Saatchi, em 1979. Ao contrário do que normalmente se pensa, este não era um outdoor de campanha. Meses depois quando começou a campanha, a agência, criou um novo outdoor, no qual acrescentou só uma palavra: “Labour still isn´t working”.

Uma das curiosidades deste outdoor é que as pessoas que nele aparecem são sempre as mesmas, estando repetidas várias vezes.

Depois deste outdoor, a comunicação política nunca mais foi a mesma. Percebeu-se a força do efeito viral. O resto é história.

 

 

 

 

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