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Não li o briefing

Como ser criativo na publicidade e não ser apanhado.

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O Consumidor é burro

Setembro 06, 2018

Manuel Soares de Oliveira

Acabei de ver mais um anúncio igual a quinhentos que inundam a televisão e o digital. Um grupo de jovens com um ar hipster dançam na praia. Quem é que dança na praia ? A atitude é sempre a mesma: Somos jovens, somos hipsters, somos modernos. Já não há paciência para isto. A alternativa são os anúncios “afirmativos" ou “queridinhos”. 

Os anúncios “género afirmativo " é aquele anúncio em que tratamos os jovens como atrasados mentais e damos-lhes conselhos: “Vais conseguir” “Tu és capaz” ou “És único”. São a publicidade “Gustavo Santos”. O outro género é a publicidade “queridinha” com pessoas fofinhos e cenas muito fofinhas em que nos mostram como o mundo pode ser melhor. 
É tudo tão falso e previsível. Tudo tão politicamente correcto. E depois admiramo-nos porque é que as pessoas rejeitam a publicidade. Onde estão os anúncios memoráveis ? Onde estão os anúncios inspirados ? 
O plano, hoje em dia, é contratar um influenciador, criar um plano de media complexo e fazer uma campanha que seja à prova de críticas. Uma campanha à prova de críticas é uma campanha à prova de elogios. Um anúncio à prova de elogios é lixo. É dinheiro deitado fora. Lá porque há 100 atrasados mentais que fizeram like no Facebook não quer dizer que a maioria não tenha achado aquilo lixo. 
A palavra correcta é “Irrelevante”. É mais uma peça de comunicação que não é relevante para ninguém e que passado uns minutos já ninguém se lembra do que viu. Vamos deixar de ser contabilistas presos a planos de mídia e voltemos a ser ousados e a surpreender o consumidor.
Continuo a acreditar que as pessoas gostam de bons anúncios. No ano passado, criámos um outdoor para a marca Porto Velhotes que foi um sucesso, as pessoas paravam o carro para o fotografar e partilhar na web tornando-se viral. Era um outdoor que puxava pela inteligência do consumidor e o consumidor reagiu bem. O consumidor gosta de ser tratado com inteligência. Sente que as marcas o respeitam e que não o tratam como atrasado mental. E recompensam essa marcas. 
O mundo digital não é passivo e as pessoas rejeitam anúncios imbecis que os tratam como atrasados mentais. 
Será que não está na altura de voltar a respeitar a inteligência do consumidor ?

A homem estupido.jpg

 

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